TODOS CONHECEM, pelo menos de nome, o badalado Amélie, como é vulgarmente conhecido. O filme de Jean-Pierre Jeunet tornou-se num verdadeiro fenómeno global, conquistando quer a crítica quer o público, e arrebatando os mais diversos prémios, mesmo se lhe escapou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (para não falar no facto de lhe ter sido negado a entrada na competição em Cannes). A acção centra-se numa empregada de café em Montmatre (estive este Verão no café das filmagens - invejem-me) cuja vida vai sofrer uma furiosa inversão de curso com a morte da Princesa Diana. A partir daí, Amélie vai-se ocupar da felicidade dos outros, procurando invisivelmente (e de forma assaz cómica) melhorar a vida daqueles que a rodeiam. Num estilo que raia tantas vezes o absurdo, Jeunet compõe uma obra-prima, de um grande colorido visual que permanece na retina (a fotografia é determinante para o sucesso da fita) e uma interpretação admirável de Audrey Tautou, que se lançou com este filme. Uma obra enternecedora e divertida, acompanhada da brilhantíssima banda-sonora de Yann Tiersen, que ajudou a tornar conhecido o artista, valendo-lhe o posterior convite para compor a banda-sonora de Good Bye, Lenin!, de Wolfgang Becker (2003), já exibido no mês passado. O tema principal, de facto, ouve-se hoje nos sítios mais inesperados: ainda no Verão do ano passado o encontrei tocado por um par, armado de de um acordeão e um serrote, num canto de Santiago de Compostela, junto à catedral. Um filme icónico, com lugar bem assegurado no panteão cinéfilo. Segue-se o trailer (em francês, sem legendas - desculpem).
Polar (2019)
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Há 3 meses
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