CLÁSSICO CONSUMADO, Cinema Paraíso (1988) é o próximo filme a exibir no nosso ciclo italiano. Necessariamente, tinha de constar do nosso cartaz. Os que o viram, querem-no repetir; os que ainda o desconhecem (como o presente escriba), pretendem suprir essa falha. Tal é a fama da fita que se dispensava a apresentação, mas aqui se segue um rascunho de um possível b.i. do filme.A HISTÓRIA:
Contado em flashbacks, o filme parte do regresso de Salvatore, realizador de sucesso, à sua aldeia natal, na Sicília, para o funeral do seu velho amigo Alfredo, projeccionista no cinema local, o Cinema Paraíso, que empresta o nome ao filme. Este mistura sentimentalismo e comédia, nostalgia e pragmatismo, explorando as questões da juventude, do crescimento e a forma como, já adultos, pensamos o passado (que é o filme, na sua estrutura de analepses, senão isso?). Cinema Paraíso é também e muito uma homenagem ao cinema: é como projeccionista, em miúdo, que o pequeno Totò (abreviatura de Salvatore) desenvolve a sua paixão pelos filmes, que acaba por moldar toda a sua vida adulta.
(a partir daqui)
O FILME:
Cinema Paraíso foi universalmente aclamado, pela crítica e pelo público. O lado mais visível desse reconhecimento terá sido, por um lado, o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e o Grande Prémio do Júri, em Cannes. Poderíamos no entanto referir as vitórias nos BAFTA (melhor filme estrangeiro, melhor argumento original, melhor banda-sonora, melhor actor - entre outros) ou os Globos de Ouro (melhor filme estrangeiro). E esta é ainda e tão só uma amostra dos variados galardões com que o filme foi cumulado. Ainda hoje encontra-se em #94 no top 250 do IMDB. Em 2002 foi lançada a versão de realizador, com 173 minutos.
O REALIZADOR:
Nascido em 1956, perto de Palermo, Giuseppe Tornatore desde a juventude que manifestou o seu interesse pela representação e o teatro. Daí fez o salto para o cinema, tendo-se estreado com um documentário sobre as minorias étnicas na Sicília. Trabalhou então para a RAI antes de em 1986 lançar o seu primeiro filme, Il Camorrista. Conquistou fama internacional com Cinema Paraíso. Desde então tem lançado vários outros filmes que têm ajudado a cimentar a sua posição no seio da indústria cinematográfica italiana, dos quais destacamos La Leggenda del Pianista sull'Oceano (1998) (uma amiga minha já há uns anos mo recomendara vivamente) e Malèna (2000), que apresentou a Monica Belluci às audiências americanas (preparando-a para uma carreira fulgurante). O seu último trabalho, galardoado com o David de Melhor Filme, foi La Sconosciuta (2006). Encontra-se presentemente a rodar Baaria - La Porta Del Vento.
TRAILER:
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