sábado, 10 de maio de 2008

12/05: "Amor Cão", de Alejandro González Iñárritu (2000) - Apresentação

OUVE-SE ESPANHOL de novo, mas a terra é outra: México. Já antes tínhamos atravessado o Atlântico, para o Brasil. De toda a América Latina, contudo, será, de facto, o cinema mexicano aquele que conhece a maior projecção internacional, mercado de exportação de grandes realizadores e boas obras, bem como, acrescentamos, alguns excelentes actores. (A nossa curiosidade mexicana pessoal, de momento, é esta, que não adivinhamos como arranjar). Embarquemos pois nesta viagem que a Queima podou de mais um porto, segunda passada, em que o projector guardou silêncio e a luz, na noite, não se fez.

A HISTÓRIA:
Como é normal em Iñárritu, temos três fios narrativos que, dalgum modo, se ligam. Por um lado, é-nos apresentado Octavio, que está a tentar juntar dinheiro para fugir com a cunhada e decide entrar no submundo das lutas de cães com o seu cão Cofi. Depois de uma destas lutas correr mal, Octavio foge de carro, desrespeitando um sinal vermelho e causando um acidente grave. Assim, a recente felicidade de Daniel e Valeria (personagem 2) é prematuramente truncada quando ela perde a perna no acidente. El Chivo (personagem 3), por sua vez, é um sem-abrigo com uma afeição especial por cães vadios e que assiste ao acidente. As vidas destas três (quatro) personagens vão-se todas fatalmente entrecruzar.

O FILME:
Amor Cão foi extremamente bem recebido para primeira longa. Ganhou o BAFTA para Melhor Filme em Língua Não Inglesa, foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e para um Globo de Ouro na mesma categoria, triunfou no Fantas, e mesmo Cannes o reconheceu, com o Prémio da Crítica. Dentro de portas, ganhou o prémio máximo, o Ariel de Ouro (os óscares mexicanos). No top #250 do IMDB mantém-se na confortável posição de #145. Ah, e não esqueçamos que conta com o grande Gael García Bernal.

O REALIZADOR:
Iñárritu, depois de Babel (2006), é já conhecido de todos, mesmo se os mais atentos, aqui por Portugal, já lhe seguiam há muito a carreira. Nascido em 63, na Cidade do México, começou, admirem-se!, a carreira como DJ. Começou primeiro por fazer música para filmes até enveredar pela realização, estreando-se com o filme já desta segunda. Tem um certo historial de curtas, donde se destaca a partipação para dois projectos colectivos, The Hire (2001) e 11'9''01 September 11 (2002). O sucesso de Amor Cão foi tal que se mudou logo para Hollywood onde realizou outras duas películas de grande sucesso, 21 Gramas (2003) e Babel (2006). Entretanto, colaborou para o projecto Chacun Son Cinéma (2007), com a curta Anna.

O TRAILER:

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Culpas & Desculpas

SE TIVÉSSEMOS um contador instalado no blogue, poderia fazer uma estimativa de quantos leitores, enganados, terão aqui passado ao longo do mês que se fechou ontem, em busca de informações sobre os filmes que fomos exibindo. Chegaram - e eis que, contra a promessa que lhes fora feita, encontraram tudo igual. A razão da estagnação é simples: o zeloso escriba deste blogue achou-se todo este tempo sem rede, por incompetência do seu operador, um anfíbio verde. Perdoem-me se escrevo poucas linhas sobre o assunto, mas quem já atravessou experiências semelhantes sabe a dimensão do trauma. Resolvido o assunto, prometemos em breve retormar a actividade, aproveitando para avisar que próxima segunda-feira, em virtude dessa oktoberfest coimbrã que é a queima, não será exibido filme algum.