ACABOU, ENFIM, o ciclo de cinema alemão. Ao longo do mês de Novembro desfilaram pelo CADC alguns dos títulos que mais justificam o entusiasmo actual pelo cinema alemão e que demonstram a sua vitalidade. Não se negue que o público foi pouco, mas cremos que isso é uma situação que poderá ser invertida. De resto, desde já um sincero agradecimento a todos os que vieram em qualquer uma das quatro sessões. A esses pedíamos que colaborassem na pequena sondagem que abrimos na barra lateral do blogue, procurando saber qual foi o filme mais amado.Este post serve essencialmente para deixar algumas pistas para aqueles que estejam interessados em explorar mais o cinema alemão. Muitos foram os filmes que não couberam neste ciclo, que procurou, de resto, centrar-se na produção mais recente da Alemanha. Na realidade, com a vitalidade do cinema alemão, muitos ciclos podiam ter sido organizados. O nosso conhecimento da produção cinematográfica germânica não é também ele muito extenso, mas não podemos deixar de referir aqui obras essenciais como Nosferatu (1922) ou Fausto (1926), dois filmes da época do cinema mudo pelo seu mestre incontestável, esse monstro de génio que era F. W. Murnau (não referimos aqui o belíssimo Sunrise (1927) por pertencer já à fase americana do realizador). Não nos esqueçamos que, nestas primeiras décadas do cinema, as vanguardas encontravam-se na URSS e na Alemanha de Weimar. Não se deixe de ver também o seminal O Gabinete do Doutor Caligari (1920), de Robert Wiene, autor dessa obra máxima do expressionismo. Não se pode também passar ao lado de Fritz Lang (que o próprio Jorge Palma cita numa das suas canções) e dos seus Metropolis e M (ambos os filmes se encontram no Top 250 do IMDB). Por fim, deste período ainda, não se esqueça o enternecedor Der Blaue Engel, de Josef von Sternberg, no filme que revelou a diva Marlene Dietrich. Do período do III Reich, destaque para a pioneira Leni Riefenstahl, a bela que serviu o monstro, em obras monumentais como O Triunfo da Vontade (1935) e Olympia (1938). Na segunda parte do século XX, o nome que se impõe é o de Rainer Fassbinder (ao cimo, na fotografia), um dos maiores realizadores do século. Qualquer filme dele seria recomendável: actualmente, a minha atenção vai para a colossal série Berlin Alexanderplazt (1980), que saiu recentemente em DVD e que ando a namorar. Por fim, já em tempos nossos contemporâneos, volto a relembrar Corre Lola Corre, de Tom Tykwer, o filme que não conseguimos, apesar do nosso desejo, exibir neste ciclo, e A Queda - Hitler e o Fim do III Reich, de Oliver Hirschbiegel (2004), bem como Sophie School (2005), de Marc Rothemund. Não vos saturamos ainda com os filmes alemães que deverão estrear para o ano e que suscitam o nosso interesse. Por ora, espero que estas sugestões de visionamento sejam suficientes e frutíferas.
GALERIA EM 3 AUTORES:



Sem comentários:
Enviar um comentário