A HISTÓRIA:
Baseado numa história verídica, Carandiru é a adaptação do livro Estação Carandiru de Drauzio Varella. Pelos olhos de um médico que trabalhou doze anos na infame casa de detenção de São Paulo, vamos assistindo a uma série de estórias de crime, vingança, amor e amizade. O filme funciona como um puzzle: as várias narrativas entrecruzam-se para traçar um retrato realista da tragédia de um país, o Brasil. Os espectadores seguem o dia-a-dia dos prisioneiros até ao terrível dia 2 de Outubro de 1992, um dia que abalou toda a prisão (e todo o Brasil): o dia do massacre de Carandiru.
O FILME:
Carandiru conheceu um considerável sucesso, tendo sido nomeado para a Palma de Ouro no ano do seu lançamento. Passou ainda pelo Festival de Toronto e por Sundance, talvez os dois nomes mais pomposos no seu currículo depois de Cannes. Foi nomeado para quase todas as categorias do Grande Prémio Cinema Brasil, tendo conquistado os trofeús de melhor realizador e melhor argumento adaptado. No IMDB goza de uma simpática classificação de 7.6/10 e o RottenTomatoes dá-lhe 68%.
O REALIZADOR:
Héctor Eduardo Eduardo Babenco nasceu na Argentina em 1946. Aos dezanove anos de idade radicou-se no Brasil, tendo obtido a cidadania brasileira em 1977. Estreou-se nas lides do cinema com O Rei da Noite (1975), mas só atingiu fama internacional com Pixote: A Lei do Mais Fraco (1981). O filme foi francamente bem recebido, revelando de forma dramática a realidade trágica do submundo do crime juvenil no Brasil. O sucesso da fita permitiu-lhe a internacionalização, seguindo-se um conjunto de filmes em inglês. O mais conhecido será certamente O Beijo da Mulher Aranha (1985), mas destaque-se também Ironweed (1987), que conta com a participação de Tom Waits e um dos posters mais brilhantes que conhecemos (evocando Magritte). Depois de Carandiru, realizou El Pasado (2007), com a participação do bem conhecido e bom actor Gael García Bernal.
TRAILER:
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