Tendo-nos sido inicialmente pedido que exibíssemos O Grande Silêncio (2005), de Philip Gröning, para a actividade 24 Horas no Mosteiro, a ideia, foi, contudo, abortada posteriormente, e o filme foi exibido independentemente, no Mosteiro de Celas. Ficámos, portanto, à última da hora, com um buraco na nossa programação, que aceleradamente fomos forçados a tapar. Ocorreu-nos então exibir, como até tinha sido nosso desejo anterior, um Visconti, e daí a sugestão de Senso, que nenhum de nós, de resto, tinha visto. Procurámos verificar na FNAC se o DVD existia: o site, porém, estava em baixo nesse dia, e não pudémos confirmar a existência de uma edição portuguesa do filme, que, alas!, descobrimos depois não existir.
Fomos então ao nosso videoclube de serviço, mas, para total surpresa nossa, foi-nos revelado que nenhum Visconti existia para aluguer. Recorremos então às nossas dvdtecas pessoais: tinha na sexta anterior comprado, na colecção do Público & Cahiers du Cinéma, O Bom, O Mau e o Vilão (1966), de Sergio Leone. Apesar das suas três horas, dispûs-me a exibi-lo. Foi quando, desiludido, me apercebi de que a versão que adquirira era a inglesa: não a podia mostrar no ciclo. Fui ver que mais tinha: recebera nos anos Mamma Roma (1962), do Pasolini, meu bem-amado realizador, talvez por tanto me rever nele, o escritor-poeta que, ignorante de toda a técnica, agarra a câmara - e filma. Falei com o resto do triunvirato da organização, e assentámos na ideia.
E assim, às 21:15, para cinco almas, fecharam-se as luzes da sala, premi o play - e fiat cinema.

Fomos então ao nosso videoclube de serviço, mas, para total surpresa nossa, foi-nos revelado que nenhum Visconti existia para aluguer. Recorremos então às nossas dvdtecas pessoais: tinha na sexta anterior comprado, na colecção do Público & Cahiers du Cinéma, O Bom, O Mau e o Vilão (1966), de Sergio Leone. Apesar das suas três horas, dispûs-me a exibi-lo. Foi quando, desiludido, me apercebi de que a versão que adquirira era a inglesa: não a podia mostrar no ciclo. Fui ver que mais tinha: recebera nos anos Mamma Roma (1962), do Pasolini, meu bem-amado realizador, talvez por tanto me rever nele, o escritor-poeta que, ignorante de toda a técnica, agarra a câmara - e filma. Falei com o resto do triunvirato da organização, e assentámos na ideia.
E assim, às 21:15, para cinco almas, fecharam-se as luzes da sala, premi o play - e fiat cinema.
imagens: um dos cartazes originais de Senso
& a bela e sóbria capa do dvd de Mamma Roma da Criterion
& a bela e sóbria capa do dvd de Mamma Roma da Criterion
2 comentários:
o leopardo do visconti (mais do que de lampedusa) parece-me presença obrigatória
Obrigado pelos teus comentários. Optámos por não passar "O Leopardo" pela simples razão de que era uma escolha assaz óbvia. "O Leopardo", a mim, está associado a uma má memória: vi-o em condições aviltantes: o som estava dessincronizado da imagem. Horroroso. Como um pequeno pormenor pode arruinar toda a fruição de uma grande obra - sim, porque apesar desse contratempo, o filme é tão bom que deu claramente para perceber que era uma obra grande grande grande.
Enviar um comentário